A volatilidade do pensamento descartiano

(…) tudo é volátil e relativo a partir do momento em que não existe, na verdade, consenso algum para se afirmar que algo é algo. (…) Eu existo, sim. Mas, e depois?

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Ao pensar na celébre frase de René Descartes, “penso, logo existo”, veio-me à mente o seguinte questionamento sobre nossa existência: se penso, logo existo, então o que existe é o pensamento e não o próprio ser pensante, aquele que pensa o pensamento. O pensamento estaria, portanto, num nível de existência em que nós, criaturas pensantes, não estaríamos. Nós habitaríamos o reino do imaginável, do “pensável”.

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