A volatilidade do pensamento descartiano

(…) tudo é volátil e relativo a partir do momento em que não existe, na verdade, consenso algum para se afirmar que algo é algo. (…) Eu existo, sim. Mas, e depois?

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Ao pensar na celébre frase de René Descartes, “penso, logo existo”, veio-me à mente o seguinte questionamento sobre nossa existência: se penso, logo existo, então o que existe é o pensamento e não o próprio ser pensante, aquele que pensa o pensamento. O pensamento estaria, portanto, num nível de existência em que nós, criaturas pensantes, não estaríamos. Nós habitaríamos o reino do imaginável, do “pensável”.

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Hoje eu vi o céu

“A vida não muda quando você quer e também não muda quando você não quer.”

Daqui alguns dias, fará um ano que recriei o Epitáfios à Parte. Minha ideia em repaginar o EaP se sustentava na premissa de que eu mesmo precisava de uma repaginada, coisa que nunca aconteceu. A questão é que quase um ano se passou e as coisas continuam do mesmo jeito e isso é estranho. Estranho, porque se fala muito da mutabilidade da vida como se isso fosse uma regra inquestionável, mas não é. A vida não muda quando você quer e também não muda quando você não quer. Na verdade, é até difícil dizer ou prever quando haverá alguma mudança significativa na vida porque isso me parece bem aleatório. Continue Lendo “Hoje eu vi o céu”